# Crescimento da indústria na zona do euro atinge máxima em mais de 4 anos em agosto

> A indústria da zona do euro registrou em agosto o crescimento mais forte em mais de quatro anos, conforme dados da S&P Global. O avanço foi impulsionado por novas encomendas e produção robusta, refletindo recuperação do setor manufatureiro. A aceleração supera expectativas de analistas e reforça tendência de expansão econômica na região.

*Mercado Valor · Economia · 01 de setembro de 2026 · Bianca Solano*

O setor industrial da zona do euro acelerou em agosto ao ritmo mais forte em mais de quatro anos, impulsionado por novas encomendas e produção robusta, segundo a S&P Global.

O crescimento da indústria na zona do euro atingiu em agosto o ritmo mais acelerado em mais de quatro anos, impulsionado pelo maior aumento nas novas encomendas desde o início de 2022 e pela expansão robusta da produção, segundo pesquisa da S&P Global. O Índice de Gerentes de Compras (PMI) subiu de 51,9 em julho para 52,7 em agosto, maior nível desde maio de 2022, mas ficou um pouco abaixo da preliminar de 52,8. Valores acima de 50,0 indicam crescimento da atividade.

O resultado veio em linha com a previsão de analistas consultados pela FactSet, que esperavam 52,8. Os novos pedidos cresceram no ritmo mais acentuado desde o início de 2022, com os pedidos de exportação aumentando pela segunda vez em quatro anos e meio, o que deu suporte notável. As vendas no exterior foram particularmente fortes na Áustria, na Alemanha e na Holanda.

O subíndice de produção subiu de 52,9 para 53,3 em agosto, atingindo o pico em 54 meses. Bens intermediários, como produtos químicos, metais e componentes eletrônicos, foram o principal fator por trás dos ganhos. O emprego permaneceu praticamente inalterado, encerrando mais de três anos de quedas mensais consecutivas em uma mudança modesta, mas notável.

Joe Hayes, economista sênior principal da S&P Global Market Intelligence, afirmou que o relatório de agosto forneceu os sinais mais claros até o momento de que a economia industrial da zona do euro conseguiu superar tanto o choque dos preços do petróleo quanto as interrupções no abastecimento causadas pela guerra no Oriente Médio. O crescimento mais forte da carteira de pedidos, em parte devido à recuperação da demanda de exportação, deve dar sustentação à expansão.

Quanto aos preços, a inflação dos custos dos insumos recuou para o menor nível em seis meses, embora tenha permanecido bem acima dos níveis observados antes do início do conflito no Oriente Médio. A inflação dos preços de produção seguiu padrão semelhante. A confiança empresarial dos fabricantes subiu pelo quarto mês consecutivo, com o otimismo para os próximos 12 meses ultrapassando a média de longo prazo.

Para quem acompanha a economia global, o dado sugere resiliência do bloco em meio a tensões geopolíticas. O impacto prático: uma indústria mais aquecida tende a sustentar o comércio internacional e pode influenciar decisões de investimento em mercados emergentes, incluindo o Brasil. impacto da economia europeia no Brasil

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/economia/crescimento-industria-zona-euro-atinge-maxima-mais-4-anos-agosto/
