# Copel lucro sobe 82,6% no 2T, com energia e distribuição

> Copel registrou lucro líquido de R$1,05 bilhão no segundo trimestre de 2024, alta de 82,6% em relação ao mesmo período de 2023. O resultado foi impulsionado pelas operações de comercialização e distribuição de energia elétrica. A companhia paranaense atribui o desempenho à maior eficiência operacional e ao reajuste tarifário anual.

*Mercado Valor · Economia · 05 de agosto de 2026 · Caetano Vidal*

A Copel registrou lucro líquido de R$1,05 bilhão no segundo trimestre, alta de 82,6% em um ano, puxado por comercialização e distribuição de energia. Entenda o impacto na sua conta de luz.

## Copel vê lucro subir no 2T, com ganhos na comercialização e distribuição de energia

A Copel (CPLE3) registrou lucro líquido de R$1,05 bilhão no segundo trimestre, alta de 82,6% frente ao mesmo período do ano anterior. O resultado, divulgado nesta quarta-feira, foi impulsionado pelo desempenho positivo dos negócios de comercialização e distribuição de energia.

Em resumo: a elétrica paranaense lucrou mais, reduziu a alavancagem e abriu espaço para novas alocações de capital. Para o consumidor, o sinal é de uma companhia financeiramente saudável, o que tende a refletir em investimentos na rede e na qualidade do serviço.

## Lucro recorrente e Ebitda: o que mudou

O lucro recorrente, que exclui o efeito da repactuação do uso do bem público (UBP) de algumas hidrelétricas, alcançou R$645,1 milhões, 42,6% acima do registrado há um ano. Já o resultado operacional medido pelo Ebitda recorrente somou R$1,61 bilhão, aumento de 20,8% no comparativo anual.

O Ebitda ajustado, por sua vez, totalizou R$1,774 bilhão entre abril e junho, alta de 33% na comparação anual. As projeções compiladas pela LSEG apontavam lucro de R$6,95 bilhões, mas a companhia superou as expectativas.

## O papel da comercialização de energia

Entre as unidades de negócio, um dos principais destaques foi a comercialização de energia, que obteve ganhos de R$75 milhões ligados à gestão do portfólio de geração. Assim como outros geradores hidrelétricos, a Copel tem se beneficiado com modulação e arbitragem de submercados: a elétrica consegue acionar seus ativos, principalmente hidrelétricas, nos horários em que a energia é mais cara, e aproveita diferenciais de preços entre os submercados do setor.

O CEO da companhia, Daniel Slaviero, explicou: "A gente acertou bastante na estratégia, seja nos momentos em que nós vendemos energia a preços bons... e a gente sempre deixa um volume (descontratado) para liquidação no curto prazo".

Segundo ele, as hidrelétricas da companhia na Região Sul são ativos "premium" para suprir déficits de potência que surgem no sistema elétrico nacional, especialmente no fim da tarde. "Quem tem isso aproveita 'spikes' de preços", disse.

## Distribuição: consumo em alta no Paraná

Outro destaque do trimestre foi o segmento de distribuição de energia, que registrou alta de 7,2% do mercado faturado. O avanço foi impulsionado por maior atividade econômica no Paraná, expansão da base de clientes e temperaturas mais elevadas.

Para o consumidor, isso significa mais demanda por energia, mas também um sinal de que a economia local está aquecida, o que pode se traduzir em mais empregos e renda.

## Alavancagem e espaço para crescer

A Copel encerrou o trimestre com alavancagem de 2,9 vezes a dívida líquida sobre Ebitda, patamar considerado "ótimo" com base nos novos parâmetros da estrutura de capital aprovados este ano. Isso abre espaço para a companhia aproveitar eventuais "boas alocações" de capital, apontou o CEO.

O vice-presidente financeiro, Felipe Gutterres, lembrou que a Copel terá muito mais espaço no balanço a partir de 2030, quando se encerrarem os investimentos em expansão de capacidade hidrelétrica. Mas há flexibilidade para "acionar opcionalidades" até o fim desse horizonte.

## Leilões: por que a Copel não deve participar

Sobre oportunidades de crescimento via leilões, a tendência é que a Copel não participe nem do próximo certame de transmissão de energia, nem do que contratará baterias para o sistema elétrico brasileiro. O motivo: retornos considerados baixos. "Nós estamos enxergando retornos muito baixos, não atrativos, em especial por causa da alta competição... Retornos muito baixos, de um dígito, para nós não fazem sentido", disse o CEO.

## O que esperar dos próximos resultados

Com a estratégia de focar em eficiência e rentabilidade, a Copel deve continuar priorizando a gestão de portfólio e a expansão da base de clientes. Para o investidor, a recomendação é acompanhar os próximos balanços e os leilões de energia, que podem indicar novos rumos para a companhia. como investir em ações da Copel entenda o mercado de energia no Brasil

## Perguntas Frequentes

### O que é o lucro recorrente da Copel?

É o lucro que exclui efeitos extraordinários, como a repactuação do uso do bem público (UBP) de hidrelétricas. No 2T, foi de R$645,1 milhões, alta de 42,6%.

### Por que a comercialização de energia foi destaque?

A unidade obteve ganhos de R$75 milhões com gestão do portfólio, acionando hidrelétricas em horários de preços altos e aproveitando diferenças entre submercados.

### A Copel vai participar dos próximos leilões de energia?

A tendência é que não. A companhia considera os retornos baixos, de um dígito, não atrativos, especialmente em transmissão e baterias.

### O que a alavancagem de 2,9 vezes significa?

Indica que a dívida líquida equivale a 2,9 vezes o Ebitda, patamar considerado "ótimo" pela companhia, abrindo espaço para novos investimentos.

### Como o resultado afeta o consumidor de energia?

Uma companhia financeiramente saudável tende a investir mais na rede, melhorando a qualidade do serviço. Além disso, a alta na distribuição reflete aquecimento econômico no Paraná.

---

Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/economia/copel-ve-lucro-subir-2t-ganhos-comercializacao-distribuicao-energia/
