Economia

Convenções iniciam com indefinições sobre vices de Flávio e Zema e chapas incompletas

ResumoAs convenções partidárias de 2024 começam com indefinições sobre candidaturas a vice-presidente e vice-governador. Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) ainda não definiram seus vices. Em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco e Maranhão, chapas majoritárias seguem incompletas em diferentes legendas.

Pré-candidatos à Presidência e a governos estaduais chegam às convenções partidárias com chapas incompletas e coligações a definir. Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) ainda não escolheram vices. Em Minas, Rio, PE e MA, as indefinições se espalham por diferentes legendas.

Rubens Athayde
Rubens Athayde Economista de mercado · 20 de julho de 2026
Convenções iniciam com indefinições sobre vices de Flávio e Zema e chapas incompletas

Convenções iniciam com indefinições sobre vices de Flávio e Zema e chapas incompletas

As convenções partidárias que oficializam as candidaturas ao Executivo e ao Legislativo começam nesta segunda-feira (20) e se estendem até 5 de agosto, conforme o calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As siglas têm até 15 de agosto para registrar as candidaturas. Pré-candidatos à Presidência e a cargos estaduais chegam aos eventos com chapas incompletas e coligações a definir tanto na esfera nacional quanto em colégios eleitorais relevantes. A maior parte das convenções de presidenciáveis será realizada em São Paulo, com exceção do Novo, que fará seu evento em Brasília.

Flávio Bolsonaro chega sem vice e com dificuldades de alianças

O PL realiza no sábado (25) na Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo, a convenção que vai formalizar Flávio Bolsonaro como candidato à presidência da República. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chega às vésperas da convenção sem vice escolhido, em meio à dificuldade de fechar apoio de siglas do centrão, como a federação União Brasil - Progressistas. Flávio tem dito que quer uma vice mulher, e Daniella Marques (Republicanos), ex-presidente da Caixa Econômica Federal, e a deputada federal Clarissa Tércio (PP-PE) são alguns dos nomes de maior força neste momento.

A escolha da vice passa por acertos partidários. Hoje, o PL tem dificuldades de alianças com partidos do Centrão que em 2022 estiveram com Jair Bolsonaro. Tanto o Republicanos (que só realiza a convenção no dia 4 de agosto) quanto o União-PP (cujo evento será em agosto, ainda sem data) não fecharam se vão integrar a coligação de Flávio e avaliam ficar neutros na disputa nacional. Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos, afirmou que "ainda tem muita água para rolar" e adia uma definição. Já o Solidariedade tende a ficar neutro, e não apoiar nem Lula nem Flávio. Nas eleições estaduais, entretanto, essas siglas do centrão vão adotar postura distinta: em alguns estados vão estar junto a candidatos de esquerda e, em outros, vão compor coligações da direita.

Ronaldo Caiado e Lula têm chapas fechadas no plano nacional

No domingo (26), o PSD lança Ronaldo Caiado ao Planalto. A sigla já chega ao evento com mais definições e com a chapa fechada: o presidente do partido, Gilberto Kassab, será o vice. Apesar de ter candidato próprio na esfera federal, nos estados o partido vai respeitar alianças locais já pré-estabelecidas. Em São Paulo, o PSD fará parte da coligação de Tarcísio de Freitas (Republicanos), que apoia Flávio, e não Caiado, para a presidência. O evento do PSD será realizado em São Paulo, no mesmo dia, será feita a convenção local, que fechará o apoio a Tarcísio.

O PT lançará Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição em 2 de agosto, também em São Paulo, com Geraldo Alckmin (PSB) como vice. O partido deve ter em sua coligação o PCdoB e o PV (que são federados ao PT), a federação Rede-PSOL e o PDT. Na esfera nacional, a situação está pacífica, mas em alguns estados a legenda do atual presidente enfrenta impasses.

Zema oficializa candidatura sem vice definido

Em 27 de julho, Romeu Zema será oficializado candidato ao Planalto pelo Partido Novo na convenção em Brasília. O partido também precisa definir a vice. O ex-governador de Minas Gerais ainda tenta angariar apoio de outras siglas, como o Podemos. A definição sobre o nome do vice não deve sair no dia 27 e só deve ficar para mais perto do fim do prazo das convenções, em agosto.

Em 1º de agosto, o Missão, partido criado em 2025 pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e que vai participar de sua primeira eleição, lança Renan Santos em uma cerimônia em São Paulo. Ele terá uma chapa "puro sangue", com Aroldo Medina (Missão) como vice.

Minas Gerais: esquerda e direita em compasso de espera

Minas Gerais chega a fase de convenções com dificuldades no tabuleiro eleitoral da esquerda à direita. O PT, que realizará sua convenção estadual em 1º de agosto, se encaminha para lançar o deputado Patrus Ananias (PT-MG) para o governo, após nem o senador Rodrigo Pacheco (PSB) nem a ex-prefeita de Contagem Marília Campos terem aceitado disputar o cargo. A chapa completa não foi fechada até o momento. Uma das vagas ao Senado deve ficar com Marília, enquanto a segunda vaga e o posto de vice seguem em aberto.

A direita vive em compasso de espera pela escolha do senador Cleitinho (Republicanos-MG), que ainda não sabe se vai ou não concorrer a governador. Caso ele seja candidato, a tendência é que o PL esteja em sua chapa - a convenção do partido ocorre em 27 de julho. Hoje, o partido de Flávio Bolsonaro só tem uma definição: lançar Domingos Sávio (PL) ao Senado. Sem Cleitinho como cabeça de chapa, o PL quer lançar candidato próprio, e alguns nomes possíveis são os empresários Vittorio Medioli e Flavio Roscoe. O atual governador Mateus Simões (PSD) será formalizado como candidato à reeleição em 2 de agosto, na convenção do PSD mineiro. A sigla ainda precisa fechar a chapa majoritária, já que o posto de vice ainda está indefinido, o nome deve ser indicado pelo Partido Novo.

Rio de Janeiro: prisão de Canella e desistência de vice isolam PL

No Rio, o PL vai oficializar Douglas Ruas como candidato ao governo na convenção marcada para 24 de julho, mas o vice ainda é uma incógnita. O senador Carlos Portinho (PL-RJ) foi definido como um dos pré-candidatos ao Senado na chapa, enquanto a segunda vaga é vista como pivô de impasse. Há meses, o ex-prefeito de Márcio Canella (União) estava escalado, mas após sua prisão por porte ilegal de arma há duas semanas, sua candidatura ficou ameaçada. Neste fim de semana, o ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa (PP) desistiu de ser vice de Ruas e o movimento indica uma provável neutralidade da federação PP-União no estado, isolando o PL e favorecendo o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD).

Pernambuco e Maranhão: indefinições nas chapas majoritárias

Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra (PSD) vai ser oficializada como candidata à reeleição em 2 de agosto na convenção partidária, mas ainda não bateu o martelo se Priscila Krause (PSD), atual vice-governadora, permanecerá no posto. Para o Senado, o nome de Túlio Gadelha (PSD) é o mais consolidado, enquanto a segunda vaga ainda passa por acertos partidários com o União e o PP. No dia 1º, o PSB formaliza a candidatura de João Campos ao governo, numa chapa com Carlos Costa (Republicanos) como vice, e Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT) ao Senado.

No Maranhão, o PT chega perto da convenção, marcada para 1º de agosto, com a missão de completar a chapa de Felipe Camarão (PT), que é pré-candidato ao governo. Ele ainda não tem vice e, para o Senado, por enquanto o único nome definido é da senadora Eliziane Gama (PT-MA), que tentará a reeleição. O PL não deve ter candidato próprio no estado e ainda patina para conseguir um palanque local para Flávio. Outro entrave no estado se concentra no Centrão. Integrantes da mesma federação, André Fufuca (PP) e Pedro Lucas Fernandes (União Brasil) se lançaram como pré-candidatos ao Senado, só que enquanto Fufuca apoia a reeleição de Eduardo Braide (PSD), Pedro endossa o nome de Orleans Brandão (MDB) ao governo maranhense.

São Paulo: PT oficializa Haddad no dia 25

Em São Paulo, o PT realiza sua convenção estadual no dia 25 de julho para oficializar a candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo paulista. O evento será realizado em Campinas.

Perguntas Frequentes

Quando terminam as convenções partidárias?

O calendário vai até 5 de agosto, conforme estipulado pelo TSE. As siglas têm até 15 de agosto para registrar as candidaturas.

Flávio Bolsonaro já escolheu o vice?

Não. O PL chega às vésperas da convenção sem vice definido. Daniella Marques e Clarissa Tércio são alguns dos nomes cotados.

Romeu Zema definiu o vice?

Não. A definição sobre o nome do vice não deve sair no dia 27 de julho e só deve ficar para mais perto do fim do prazo das convenções, em agosto.

Quem será o vice de Ronaldo Caiado?

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, será o vice na chapa de Caiado.

O PT terá Alckmin como vice de Lula?

Sim. Geraldo Alckmin (PSB) será o vice na chapa de Lula à reeleição.

Por que a chapa do PL no Rio está indefinida?

A prisão de Márcio Canella (União) por porte ilegal de arma e a desistência de Rogério Lisboa (PP) de ser vice de Douglas Ruas deixaram a chapa sem definição de vice e com a segunda vaga ao Senado em impasse.

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