# Conselho eleva limite de remuneração do Eco Invest Brasil

> O Conselho Monetário Nacional (CMN) elevou o limite de remuneração do quinto leilão do Eco Invest Brasil em reunião extraordinária na quinta-feira (27). A medida amplia o teto para instituições financeiras financiarem projetos de transformação ecológica. O ajuste visa incentivar maior participação bancária no programa, aumentando o potencial de captação de recursos para iniciativas sustentáveis no país.

*Mercado Valor · Economia · 28 de agosto de 2026 · Bianca Solano*

O Conselho Monetário Nacional (CMN) elevou o limite de remuneração do quinto leilão do Eco Invest Brasil, o que pode incentivar instituições financeiras a financiar mais projetos de transformação ecológica. A mudança foi aprovada em reunião extraordinária nesta quinta-feira (27).

O Conselho Monetário Nacional (CMN) elevou o limite de remuneração do quinto leilão do programa Eco Invest Brasil, o que pode incentivar as instituições financeiras que estruturam e operam os fundos de inovação do programa a financiarem mais projetos. A mudança foi aprovada nesta quinta-feira (27) em reunião extraordinária do colegiado.

Com a nova regra, a instituição financeira poderá receber até 3% ao ano pela injeção de recursos aos Fundos de Inovação. Antes, o limite era de 2% ao ano. Somado à remuneração fixa de 1% ao ano para os recursos da Linha Eco Invest Brasil, como em outros editais, o custo total da operação fica limitado a 4% ao ano.

Segundo o Ministério da Fazenda, a alteração considera que as instituições financeiras vencedoras do quinto leilão do Eco Invest Brasil terão responsabilidades maiores do que em uma operação de crédito convencional. Além de emprestarem os recursos, elas serão responsáveis por estruturar e operar os fundos. Como os fundos terão atuação de longo prazo, o CMN considerou necessário adequar a remuneração à complexidade dessas atividades.

Exceto no caso da remuneração fixa de 1% ao ano, os percentuais definidos pelo CMN são tetos, não taxas obrigatórias. Dessa forma, a instituição financeira poderá receber menos de 3% ao ano, dependendo das condições de cada operação e dos contratos firmados. A mudança, informou o Ministério da Fazenda, busca dar mais flexibilidade para a estruturação dos fundos, mantendo um limite para o custo dos recursos.

Os fundos de inovação fazem parte do quinto leilão do Eco Invest Brasil e devem financiar projetos em cadeias produtivas consideradas estratégicas para a transformação ecológica. Conforme a Fazenda, a expectativa é que a mudança contribua para ampliar a participação das instituições financeiras, estimular a concorrência e melhorar as estruturas de financiamento de projetos ligados à economia de baixo carbono.

Presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, o colegiado também é formado pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

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