# Congresso adia volta: agenda reduzida e impasse nas pautas do governo

> O Congresso Nacional adiou o retorno dos trabalhos legislativos para 10 de agosto, reduzindo a agenda de votações a cinco dias antes do início da campanha eleitoral. Câmara e Senado deixaram as Propostas de Emenda à Constituição (PECs) do governo para o período pós-eleições, sem definição de pauta prioritária. O impasse nas pautas governistas marca o segundo semestre legislativo.

*Mercado Valor · Economia · 04 de agosto de 2026 · Bianca Solano*

O Congresso Nacional começa o segundo semestre com agenda enxuta: Câmara e Senado adiaram a volta para 10 de agosto, deixando só cinco dias de votações antes da campanha. PECs do governo ficam para depois.

## Congresso adia volta com agenda reduzida e impasse sobre pautas prioritárias do governo

O Congresso Nacional inicia o segundo semestre legislativo com uma agenda bem mais enxuta do que o planejado. O recesso parlamentar terminou oficialmente no sábado, 1º, mas Câmara dos Deputados e Senado decidiram adiar a retomada das votações para o próximo dia 10 de agosto. Com isso, restam apenas cinco dias de deliberações antes do início oficial da campanha eleitoral, marcado para 16 de agosto.

O novo cronograma muda o planejamento do governo federal, que contava com as primeiras semanas de agosto para impulsionar propostas estratégicas. Entre elas estão a PEC que extingue a escala de trabalho 6×1, a PEC da Segurança Pública e o projeto que cria a Política Nacional dos Minerais Críticos. Todas agora enfrentam um calendário ainda mais apertado.

## Por que o Congresso adiou a volta?

O adiamento coincide com a fase final das convenções partidárias, que oficializam candidaturas e alianças para as eleições de outubro. Os encontros se estendem até quarta-feira, 5, e grande parte dos parlamentares segue nos Estados participando das articulações políticas. A baixa presença em Brasília inviabilizou a retomada imediata dos trabalhos.

## Como fica o calendário de votações?

O Congresso deverá funcionar em regime de esforço concentrado. A primeira rodada de votações ocorre entre 10 e 14 de agosto. Depois, com o início da campanha, uma nova janela para deliberações está prevista apenas entre 31 de agosto e 3 de setembro. Fora desses períodos, a expectativa é de presença reduzida de parlamentares em Brasília até o pleito.

O novo cronograma representa um revés para o Palácio do Planalto, que esperava mais de duas semanas de trabalho legislativo antes da intensificação da disputa eleitoral.

## Pautas do governo ficam para depois

Além da limitação de tempo, o Executivo terá de dividir espaço com matérias de interesse do Congresso. No Senado, há expectativa de avanço de propostas defendidas pela bancada do agronegócio.

Entre os temas que devem ganhar prioridade estão a PEC sobre o marco temporal para a demarcação de terras indígenas, alterações na legislação do seguro rural e a criação do Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert). Esses são compromissos assumidos pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), junto aos parlamentares da Casa.

Enquanto isso, projetos prioritários do governo seguem à espera de encaminhamento. A PEC que propõe o fim da escala 6×1, aprovada pela Câmara há cerca de dois meses, ainda depende de despacho de Alcolumbre para começar a tramitar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Situação semelhante enfrenta a PEC da Segurança Pública, que também aguarda despacho da Presidência do Senado para iniciar sua tramitação. Com isso, qualquer avanço relevante antes do início da campanha se torna improvável.

## Minerais críticos na mira internacional

Outra matéria que integra a agenda do Executivo é o projeto que cria a Política Nacional dos Minerais Críticos. A proposta foi aprovada pela Câmara em maio e ganhou relevância diante do interesse internacional nas reservas brasileiras de terras raras. O tema, porém, também fica sujeito ao calendário apertado do segundo semestre.

## O que esperar das próximas semanas

A combinação de recesso prolongado, convenções partidárias e campanha eleitoral reduz o espaço para votações de impacto. O governo terá de priorizar o que consegue negociar rapidamente, enquanto o Congresso reserva espaço para suas próprias pautas.

Para quem acompanha o noticiário político, a leitura é clara: o segundo semestre será de poucas e concentradas janelas de votação. A primeira vai de 10 a 14 de agosto. A segunda, de 31 de agosto a 3 de setembro. Depois, só após o pleito.

O impasse sobre as pautas prioritárias do governo, portanto, não deve ser resolvido tão cedo. A expectativa é de negociação intensa nos bastidores, mas com resultado prático limitado até o fim da campanha eleitoral.

## Perguntas Frequentes

### Quando o Congresso volta a votar?

Câmara e Senado adiaram a retomada para 10 de agosto, com sessões de esforço concentrado entre 10 e 14 de agosto.

### Por que o Congresso adiou a volta?

O adiamento coincide com a fase final das convenções partidárias, que se estendem até 5 de agosto, mantendo muitos parlamentares em seus Estados.

### Quais pautas do governo ficaram para depois?

A PEC do fim da escala 6×1, a PEC da Segurança Pública e o projeto dos Minerais Críticos seguem sem encaminhamento no Senado.

### O que o Senado deve priorizar?

Há expectativa de avanço de propostas da bancada do agronegócio, como a PEC do marco temporal, mudanças no seguro rural e o Profert.

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/economia/congresso-adia-volta-agenda-reduzida-impasse-sobre-pautas-prioritarias-governo/
