# Confusão na Paulista: bombas da PM antes de ato de 7 de Setembro

> A Polícia Militar de São Paulo dispersou manifestantes com bombas de efeito moral na Avenida Paulista na manhã de 7 de setembro, antes do ato de direita programado para a tarde. A ação ocorreu após grupo tentar furar bloqueio policial. A PM não informou balanço de feridos ou detidos. O confronto gerou críticas de organizações de direitos humanos.

*Mercado Valor · Economia · 07 de setembro de 2026 · Caetano Vidal*

A Polícia Militar de São Paulo usou bombas para dispersar manifestantes na Avenida Paulista na manhã desta segunda-feira (7), antes do ato de direita previsto para a tarde. Entenda o que aconteceu.

A Polícia Militar de São Paulo dispersou com bombas um grupo de manifestantes na região da Avenida Paulista na manhã desta segunda-feira (7), horas antes de uma manifestação da direita prevista para o local. O episódio ocorreu em meio à preparação para o ato de 7 de Setembro, que deve reunir apoiadores do ex-presidente na via mais famosa da capital paulista.

Segundo relatos de agentes que acompanhavam a ocorrência, ouvidos pela CNN Brasil, os manifestantes eram de esquerda e tentavam avançar em direção à Paulista. O acesso foi bloqueado pela PM porque a avenida receberá, durante a tarde, uma mobilização de grupos de direita. De acordo com os policiais ouvidos no local, as bombas foram utilizadas para impedir o deslocamento do grupo.

Imagens registradas durante a confusão mostram policiais e participantes do protesto em meio à fumaça. Vídeos do episódio indicam a presença de fumaça aparentemente provocada por artefatos utilizados pela polícia. As informações disponíveis inicialmente apontam para o uso de gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral.

Para quem planeja ir à Paulista nesta tarde, a recomendação é evitar a região central da avenida até a liberação do trânsito. A PM não divulgou, até o momento, um balanço oficial sobre feridos ou detidos. A orientação das autoridades é acompanhar os canais oficiais para atualizações sobre o tráfego e a segurança no entorno.

O contexto lembra a tensão que marcou outros 7 de Setembro recentes, quando a Paulista virou palco de disputas políticas acirradas. A diferença agora é a resposta antecipada da polícia, que optou por bloquear o acesso antes do início do ato principal. A medida, segundo os agentes, busca evitar confrontos diretos entre grupos de posições opostas.

Ainda não há informações sobre a duração do bloqueio nem sobre possíveis rotas alternativas para quem precisa cruzar a região. A PM afirma que a decisão de usar bombas foi tomada para impedir o avanço do grupo, mas não detalhou se houve resistência ou agressões por parte dos manifestantes. O caso segue sob monitoramento das autoridades locais.

Para quem acompanha a situação de longe, o desdobramento mais provável é a manutenção do esquema de segurança até o fim da manifestação da tarde. A orientação prática: evite a Paulista nas próximas horas, prefira vias paralelas como a Rua Augusta ou a Alameda Santos, e confirme com a CET o estado do trânsito antes de sair. como funciona o esquema de segurança em atos políticos

A confusão desta manhã reforça um padrão visto em datas cívicas recentes: o uso de bombas de efeito moral para dispersar grupos menores antes de eventos maiores. A PM não confirmou se o grupo de esquerda tinha autorização para o ato, nem se houve prisões. O que se sabe, por ora, é que a Paulista segue sob forte esquema de segurança e que o ato da direita está mantido para a tarde.

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/economia/confusao-perto-paulista-tem-bombas-pm-antes-ato-7-setembro/
