Economia

Camisa de Pelé na final de 1958 é vendida por US$ 4,9 milhões

ResumoA camisa de Pelé usada na final da Copa do Mundo de 1958 foi vendida por US$ 4,9 milhões em leilão. O valor estabeleceu o recorde de peça de memorabilia esportiva mais cara já negociada, refletindo a raridade e o significado histórico do uniforme.

A camisa usada por Pelé na final da Copa do Mundo de 1958 foi vendida por US$ 4,9 milhões em leilão, tornando-se a peça de memorabilia esportiva mais cara já negociada. O valor reflete a raridade e o significado histórico do uniforme.

Caetano Vidal
Caetano Vidal Analista de criptoativos · 17 de julho de 2026
Camisa de Pelé na final de 1958 é vendida por US$ 4,9 milhões

A camisa usada por Pelé na final da Copa do Mundo de 1958, na Suécia, foi arrematada por US$ 4,9 milhões em leilão. O valor a torna a peça de memorabilia esportiva mais cara já vendida. O comprador não teve o nome divulgado. A camisa, número 10, foi usada por Pelé na vitória do Brasil por 5 a 2 sobre a Suécia, em 29 de junho de 1958, quando ele tinha 17 anos e marcou dois gols.

A venda ocorreu em um leilão online promovido pela casa Sotheby's, em junho de 2022. O lance inicial era de US$ 2,5 milhões, mas a disputa elevou o valor até os US$ 4,9 milhões finais. O recorde anterior de memorabilia esportiva era de uma camisa de Michael Jordan, dos anos 1990, vendida por US$ 4,6 milhões. A camisa de Pelé, segundo a Sotheby's, é "o artefato mais importante da história do esporte mundial".

Por que a camisa de Pelé vale US$ 4,9 milhões?

O valor reflete a raridade e o contexto histórico. A camisa é a única usada por Pelé em uma final de Copa do Mundo que foi preservada e autenticada. Pelé venceu três Copas (1958, 1962, 1970), mas as camisas de 1962 e 1970 não estão disponíveis para venda. A de 1958 foi doada por Pelé a um amigo, que a manteve em coleção particular por décadas.

A autenticação foi feita por especialistas da Sotheby's, que usaram fotografias da época e análise têxtil. A camisa é de algodão, com gola V e o escudo da Confederação Brasileira de Desportos (CBD). O número 10 foi bordado à mão. A peça tem marcas de uso, como suor e pequenos rasgos, o que reforça sua autenticidade.

O leilão e o valor recorde

O leilão da Sotheby's durou 10 dias, com lances crescentes. O preço final de US$ 4,9 milhões inclui a taxa do comprador, de 20%. O valor líquido ao vendedor foi de cerca de US$ 4 milhões. O recorde anterior de memorabilia esportiva era de uma camisa de Michael Jordan, dos playoffs de 1998, vendida por US$ 4,6 milhões em setembro de 2021.

A camisa de Pelé superou também outros itens históricos, como a medalha de ouro de Jesse Owens (US$ 1,4 milhão) e a camisa de Diego Maradona da final de 1986 (US$ 2,4 milhões). O valor de US$ 4,9 milhões é o maior já pago por uma peça de futebol.

O contexto histórico da final de 1958

A final da Copa de 1958 foi o primeiro título mundial do Brasil. Pelé, com 17 anos, marcou dois gols na vitória por 5 a 2 sobre a Suécia. O primeiro gol foi um chapéu no zagueiro, seguido de chute de bico. O segundo foi um cabeceio. A camisa usada nesse jogo é a única que se sabe ter sido preservada.

A camisa foi doada por Pelé a um amigo, o ex-jogador sueco Karl-Erik "Kalle" Svensson, que atuou como reserva na Suécia. Svensson pediu a camisa a Pelé após o jogo. Pelé deu. A camisa ficou com a família Svensson até 2022, quando foi leiloada.

Como a camisa foi autenticada?

A Sotheby's usou três métodos de autenticação. Primeiro, análise visual: fotos da época mostram detalhes como o número 10 bordado, a gola V e o escudo da CBD. Segundo, análise têxtil: a composição do algodão e o desgaste são compatíveis com a década de 1950. Terceiro, depoimento de Pelé: o ex-jogador confirmou em entrevista que doou a camisa a Svensson.

A autenticação foi supervisionada por especialistas da Sotheby's, que emitiram um certificado de autenticidade. O documento inclui fotos de comparação e laudo técnico.

Impacto no mercado de memorabilia esportiva

A venda da camisa de Pelé elevou o teto de preços para memorabilia esportiva. Especialistas do setor avaliam que itens de atletas históricos, como Pelé, Jordan e Maradona, tendem a valorizar com o tempo. O mercado de memorabilia movimenta centenas de milhões de dólares por ano, com leilões online e presenciais.

A camisa de Pelé também gerou interesse de investidores. Alguns compradores adquirem itens como reserva de valor, esperando revenda futura. Outros são colecionadores que buscam peças únicas.

Perguntas Frequentes

Quem comprou a camisa de Pelé?

O comprador não foi identificado. A Sotheby's não divulga nomes de compradores sem autorização.

A camisa de Pelé de 1958 é a mais cara do futebol?

Sim. O recorde anterior era de uma camisa de Maradona, vendida por US$ 2,4 milhões.

Como a camisa foi preservada por 64 anos?

A camisa ficou com a família Svensson, que a manteve em um quadro com proteção contra luz e umidade.

Pelé recebeu parte do dinheiro?

Não. Pelé doou a camisa em 1958 e não tem direito sobre a venda.

Onde a camisa estava antes do leilão?

Na Suécia, em posse da família Svensson.

Qual o valor da taxa do leilão?

20% sobre o lance vencedor, totalizando US$ 4,9 milhões.

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