# Café e cacau registram perdas semanais, açúcar sobe 2,6%

> Café e cacau encerraram a semana com perdas líquidas, revertendo ganhos anteriores, enquanto o açúcar avançou 2,6%. O movimento reflete ajustes de mercado e preocupações climáticas ligadas ao El Niño, que afetam oferta e demanda. Os preços do café e do cacau caíram, mas o açúcar sustentou alta, com impacto direto nas cotações internacionais de commodities agrícolas.

*Mercado Valor · Economia · 04 de setembro de 2026 · Caetano Vidal*

Café e cacau registraram perdas líquidas na semana, após altas anteriores, enquanto o açúcar subiu 2,6%. Veja os preços e o impacto do El Niño.

Os contratos futuros de café e cacau encerraram a semana com perdas líquidas, após fortes altas nas semanas anteriores, enquanto o açúcar apresentou ganhos modestos. Na segunda-feira, não haverá negociação dos futuros de café arábica, açúcar bruto e cacau de Nova York por causa do feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos.

O açúcar bruto fechou praticamente inalterado nesta sexta-feira, a 18,07 centavos por libra-peso, após atingir máxima de 16 meses, de 18,77 centavos, na quarta-feira. Na semana, o ganho foi de 2,6%. A produção na região Centro-Sul do Brasil, principal área produtora, caiu 7,9% na primeira quinzena de agosto, segundo o Ministério da Agricultura. A BMI, unidade da Fitch Solutions, afirmou que os preços elevados da energia, com o conflito entre EUA e Irã, mantêm incentivos para as usinas brasileiras priorizarem o etanol. O Brasil exportou 2,7 milhões de toneladas de açúcar em agosto, 27% a menos que no ano anterior. A BMI acrescentou que o El Niño representa riscos para Índia e Tailândia. Segundo a Organização Meteorológica Mundial, o fenômeno deve se intensificar até 2027, possivelmente o mais forte já registrado. O açúcar branco caiu 0,7%, a US$ 523,10 por tonelada.

O café arábica ficou praticamente inalterado a US$ 2,956 por libra-peso, após tocar na quinta-feira a menor cotação em cinco semanas, de US$ 2,8975. A perda semanal foi de 5,5%, com pressão da recuperação das exportações do Brasil e do retorno das chuvas à região cafeeira. O país exportou 45% mais café em agosto, totalizando 3,44 milhões de sacas. O corretor Michael Nugent destacou, porém, que os estoques certificados de arábica são escassos e os estoques nos mercados de destino seguem baixos. O café robusta subiu 1,7%, a US$ 3.430 por tonelada.

O cacau de Londres ficou praticamente inalterado em £ 4.518 por tonelada, abaixo da máxima de um ano de £ 4.988, com queda semanal de 7%. A corretora ADMIS afirmou que as preocupações com o El Niño diminuíram: o fenômeno anterior trouxe clima frio e úmido, mas a África Ocidental evitou esse padrão até agora. Em Nova York, o cacau subiu 0,2%, a US$ 6.188 por tonelada, também com queda de 7% na semana. análise de commodities agrícolas

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