# Ataque de Trump à Bombardier: o que muda para a Embraer (EMBR3)

> A Embraer (EMBR3) enfrenta um cenário de oportunidade após o ataque de Donald Trump à Bombardier, concorrente canadense no mercado de jatos regionais. A ofensiva comercial americana, que questiona a qualidade dos produtos da Bombardier, pode reconfigurar a disputa por encomendas. A fabricante brasileira, com a linha E-Jets, posiciona-se para capturar fatias de mercado na América do Norte.

*Mercado Valor · Economia · 07 de setembro de 2026 · Rubens Athayde*

Trump voltou a atacar a Bombardier, concorrente da Embraer (EMBR3), afirmando que seus produtos 'não são bons o suficiente'. A ofensiva comercial pode reconfigurar o mercado de jatos regionais e abrir espaço para a fabricante brasileira.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a atacar a Bombardier, empresa canadense do setor aeroespacial e uma das principais concorrentes da Embraer (EMBR3). Nesta segunda-feira, 7, Trump afirmou que a fabricante não venderá mais seus produtos em território americano, em mais uma ofensiva comercial contra o Canadá. Para quem acompanha a disputa por participação no mercado global de jatos regionais, o movimento pode ter efeitos diretos sobre a gigante brasileira.

Em publicação na Truth Social, Trump escreveu que os produtos da Bombardier "não são bons o suficiente" e que a demanda da empresa vem dos "compradores, empresas, aeroportos e serviços americanos". "Se eles querem nosso mercado, devem construir aqui", afirmou. A declaração é mais um capítulo da rivalidade comercial entre os dois países, que já inclui tarifas e barreiras.

O presidente americano também criticou o Canadá por bloquear grandes bancos e empresas dos EUA, incluindo a Gulfstream Aerospace, de operar no país, classificando as ações como "injustas e desleais". A pressão sobre a Bombardier, no entanto, não é isolada: ela reflete uma estratégia mais ampla de Trump de proteger a indústria americana.

A Bombardier é um dos principais concorrentes da Embraer, gigante brasileira do setor. A rivalidade entre as duas empresas é acirrada, especialmente no mercado de jatos regionais, onde ambas buscam expandir sua participação global. Se a Bombardier perder espaço nos EUA, a Embraer pode se beneficiar, mas o cenário ainda depende de como o Canadá responderá mercado de jatos regionais.

Para investidores, o episódio reforça a tese de que a Embraer (EMBR3) pode ganhar tração em um momento de tensão comercial. A ofensiva de Trump, porém, também serve de alerta: o protecionismo americano não distingue aliados, e a fabricante brasileira precisa monitorar de perto as políticas comerciais para não ser pega de surpresa. O ciclo sempre vira, e quem está atento aos movimentos de Washington tende a se posicionar melhor.

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/economia/ataque-trump-concorrente-embraer-embr3-8216nao-sao-bons-suficiente8217/
