# Arcabouço fiscal garante controle, diz Durigan

> Dario Durigan, ministro da Fazenda, afirmou em entrevista à Band News FM que o arcabouço fiscal garante controle dos gastos públicos. Durigan citou o bloqueio de R$ 17 bilhões no orçamento de 2026 como evidência de que não há despesa sem controle.

*Mercado Valor · Economia · 11 de setembro de 2026 · Caetano Vidal*

Em entrevista à Band News FM, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o arcabouço fiscal é a garantia de que não há gasto sem controle e citou bloqueio de R$ 17 bilhões no orçamento de 2026.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (11) que o arcabouço fiscal é a garantia para o País de que não há gasto sem controle. A declaração foi dada em entrevista à Band News FM, concedida como coordenador da área econômica da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo o ministro, o arcabouço assegura que a receita é sempre maior do que a despesa. Ele rebateu críticas recorrentes: "Isso é uma coisa fácil que se coloca por aí, muito analista coloca, mas não é essa a explicação", disse.

Durigan apresentou números para sustentar a defesa da regra fiscal. De 2023 até o fim de 2025, o impulso fiscal, ou seja, o quanto o gasto do governo aumentou a demanda agregada, ficou na média de 1,3% de aumento. "Então não estamos falando de gasto desmesurado", argumentou.

O ministro também citou o bloqueio no orçamento público de R$ 17 bilhões para 2026, ano de eleição. A medida foi feita em conjunto com o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. "O governo está contendo o gasto em ano de eleição em R$ 17 bilhões. Então, não é verdade que o governo gasta sem limite ou sem regra, é uma fala muito fácil, essa que não condiz com os fatos."

Sobre a dívida pública, Durigan admitiu que ela aumentou, mas classificou o quadro como "perfeitamente reversível". "E é uma obsessão que eu tenho. É preciso que a gente estabilize a nossa dívida, ela não deve seguir crescendo no ritmo que cresceu, e passe a diminuir. É natural que a gente busque isso. Agora, nós não podemos buscar isso com resposta fácil", afirmou.

O ministro voltou a atribuir o aumento da dívida de 2024 a 2026 à taxa de juros em patamar alto. "Como a gente discute a taxa de juros do País? Esse é o grande tema, a gente já discutiu isso. Do lado do ministro da Fazenda com compromisso para o futuro, é melhorar o fiscal", disse.

A fala ocorre em um contexto de debate sobre a condução da política fiscal e o espaço para ajustes. O arcabouço fiscal, em vigor desde 2023, estabelece limites para o crescimento das despesas, condicionados ao desempenho da receita. A discussão sobre a dívida e os juros segue no centro do noticiário econômico.

Para quem acompanha o debate fiscal, a entrevista reforça a posição do Ministério da Fazenda de que as regras atuais já impõem controle. Ainda assim, a trajetória da dívida e o patamar dos juros continuam como pontos de atenção. arcabouço fiscal

A íntegra da entrevista e os desdobramentos das declarações devem repercutir nos próximos dias, especialmente em meio ao período eleitoral. política fiscal

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/economia/arcabouco-fiscal-garantia-pais-nao-ha-gasto-sem-controle-afirma-durigan/
