Economia

Super Quarta: Copom, Fomc e prévia do PIB no radar

ResumoSuper Quarta (16) reúne decisões de juros do Copom e do Fomc em direções opostas, com o petróleo como variável comum. O IBC-Br, prévia do PIB brasileiro, é divulgado pela manhã. O Copom deve elevar a Selic, enquanto o Fomc sinaliza cortes nos EUA.

A quarta-feira (16) concentra decisões de juros no Brasil e nos EUA, com Copom e Fomc apontando para direções opostas. O petróleo segue como variável comum, e o IBC-Br, prévia do PIB, sai pela manhã.

Caetano Vidal
Caetano Vidal Analista de criptoativos · 16 de setembro de 2026
Super Quarta: Copom, Fomc e prévia do PIB no radar

A quarta-feira (16) concentra decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, o que rendeu ao dia a alcunha de "Super Quarta". O Copom deve reduzir os juros em 25 pontos-base, enquanto o Fomc, seu equivalente norte-americano, deve subir as taxas na mesma intensidade.

O movimento é diametralmente oposto, mas as duas autoridades monetárias observam a mesma variável: o preço do barril de petróleo. Nesta quarta, as cotações do Brent, referência internacional, recuam mais de 1%, ainda acima do patamar de US$ 100. A pressão sobre os preços de energia, e por consequência sobre a inflação nos dois países, pode exigir postura mais dura dos Bancos Centrais contra a alta de preços.

O que muda no radar local

A agenda brasileira traz o IBC-Br, considerado uma prévia do PIB, com divulgação prevista para a manhã desta quarta. A mediana das projeções aponta queda de 0,10% na atividade econômica em julho, segundo o Broadcast.

No fechamento da terça-feira (15), o Ibovespa encerrou em alta de 0,54%, aos 186.502,64 pontos, sustentado por ações ligadas a commodities, principalmente o petróleo. O dólar à vista terminou a R$ 5,1551, em alta de 0,14%. O iShares MSCI Brazil (EWZ), principal ETF brasileiro negociado em Nova York, subia 0,50%, cotado a US$ 37,97.

O exterior também ajudou o tom positivo. As bolsas asiáticas fecharam em alta, as europeias começaram o dia no campo positivo e os índices futuros de Wall Street apontavam para abertura em alta.

Leitura fria do dia

A combinação de Copom cortando e Fomc subindo não é novidade, mas o petróleo acima de US$ 100 adiciona uma camada de incerteza. Se o Brent sustentar esse patamar, a inflação importada pode limitar o espaço de queda dos juros por aqui e reforçar o discurso duro nos EUA. O IBC-Br, por sua vez, serve como termômetro da atividade antes do PIB oficial, e uma queda de 0,10% em julho, se confirmada, sinaliza desaceleração modesta, não ruptura.

Para o investidor, o dia pede atenção redobrada aos comunicados do Copom e do Fomc, além do comportamento do petróleo ao longo do pregão. o que esperar do Ibovespa com a Super Quarta

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