# Revolut 2x Nubank: CEO explica diferença e plano no Brasil

> A Revolut, avaliada em US$ 115 bilhões em julho de 2026, quer expandir no Brasil com estratégia própria, sem copiar o Nubank, avaliado em US$ 74 bilhões. O CEO Glauber Mota afirma que a fintech britânica aposta em modelo global integrado e produtos diferenciados para conquistar o mercado brasileiro.

*Mercado Valor · Economia · 10 de setembro de 2026 · Bianca Solano*

Com avaliação de US$ 115 bilhões em julho de 2026, praticamente o dobro do Nubank (US$ 74 bi), a Revolut quer ganhar espaço no Brasil sem repetir o rival. O CEO Glauber Mota explica o que muda na estratégia.

A Revolut atingiu avaliação de US$ 115 bilhões em julho de 2026, praticamente o dobro do Nubank (US$ 74 bilhões). As duas fintechs nasceram quase na mesma época e miraram quebrar a barreira dos bancos tradicionais, mas o CEO da Revolut no Brasil, Glauber Mota, afirma que os modelos de negócio são essencialmente diferentes.

A britânica, fundada em Londres em 2015, priorizou crescer em vários países de imediato para depois aprofundar cada operação. Hoje está em mais de 40 mercados, com ambição de chegar a 100. O Nubank, segundo Mota, fez o caminho inverso: consolidou-se no Brasil antes de expandir.

"Eles começam no Brasil, se estabeleceram aqui, para depois expandir para algumas outras localidades. A gente optou por criar uma metodologia que permitisse crescer de imediato em vários e vários países e depois aprofundar em cada um deles", diz o executivo em entrevista ao Money Minds, programa do Money Times no YouTube.

O executivo reconhece o papel do Nubank na formação do mercado brasileiro de bancos digitais. Quando o rival começou a crescer, o consumidor ainda resistia a confiar dinheiro a uma fintech. Essa barreira, diz Mota, já foi superada em grande parte, o que beneficia a Revolut, que chegou oficialmente ao país em maio de 2023.

"Nubank não há dúvida que é um case de sucesso aqui na região", afirma. "Ele foi por muito tempo tratado como benchmark."

## Onde a Revolut quer ganhar espaço

A fintech não se enxerga disputando o mesmo cliente do Nubank em todas as frentes. Mota diz que a Revolut mira um público entre dois extremos: quem está no início da jornada financeira e quem é de alta renda e quer benefícios antes restritos a esse grupo, com preferência por autosserviço e sensibilidade a preço.

Em vez de focar em uma única vertical, a Revolut reúne serviços em uma plataforma. No Brasil, isso significa competir com bancos digitais e incumbentes, casas de câmbio, corretoras e cartões premium. O crédito ainda é uma exposição pequena frente ao volume de depósitos, o que Mota vê como espaço a destravar.

"Tem que lembrar que a gente nem faz crédito ainda", afirma. "Significa que a gente tem um potencial a ser destravado ainda muito maior para o futuro."

O país também serve como laboratório global, pela infraestrutura de pagamentos desenvolvida, com o Pix como exemplo, e um consumidor receptivo a novas tecnologias. Mota afirma que gostaria de ver o Brasil entre os três ou cinco principais mercados da Revolut nos próximos anos, ambição pessoal e não meta oficial da companhia.

"Se você misturar isso tudo, espalhar no mundo inteiro, é isso que a Revolut está fazendo", resume.

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/economia/2x-valor-nubank-ceo-revolut-diz-fintechs-sao-diferentes-como-quer-ganhar-espaco-/
