Credito e Dividas

Recuperação judicial do agro e calote no aluguel: as mais lidas

ResumoO grupo do agro com recuperação judicial deferida pela Justiça possui dívida de R$ 53 milhões. O fundo imobiliário (FII) sofreu calote no aluguel, evento que integra as cinco matérias mais lidas da semana no Money Times. A decisão judicial e o inadimplemento locatício destacam riscos financeiros em setores distintos.

A Justiça deferiu a recuperação judicial de um grupo do agro com dívida de R$ 53 milhões e um FII sofreu calote no aluguel. Veja as cinco mais lidas da semana no Money Times.

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 10 de agosto de 2026
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Recuperação judicial do agro, calote no aluguel e mais: as mais lidas da semana no Money Times

Os leitores do Money Times deram atenção especial à recuperação judicial para renegociar uma dívida de R$ 53 milhões de um grupo do agro e ao calote de um fundo imobiliário nesta semana. Confira a seguir as cinco reportagens mais lidas.

O que foi destaque na semana: recuperação judicial do agro e calote em FII

A Justiça do Tocantins deferiu o processamento da recuperação judicial do Grupo Santos, núcleo econômico familiar dedicado à pecuária de corte no município de Dois Irmãos do Tocantins (TO). A decisão, assinada pelo juiz Ricardo Gagliardi, da 1ª Escrivania Cível de Miranorte, reconhece uma dívida declarada de R$ 53,27 milhões e concede ao grupo proteção contra execuções judiciais enquanto busca reestruturar o passivo.

O grupo é formado por dois produtores rurais, pessoas físicas, e duas pessoas jurídicas da mesma família, que atuam de forma integrada há cerca de 20 anos. Segundo a decisão, a comunhão de operações, propriedades, rebanhos e maquinário justificou o reconhecimento da consolidação processual e substancial, permitindo que ativos e passivos sejam tratados como pertencentes a um único devedor.

Calote no aluguel: FII SP Downtown (SPTW11) não recebeu pagamento

O fundo imobiliário SP Downtown (SPTW11) informou que ainda não recebeu o pagamento do aluguel referente a junho de 2026 do Edifício Líbero Badaró, imóvel que concentra praticamente toda a receita do veículo. Em fato relevante, a Genial Investimentos e a Pátria VBI Asset, administradora e gestora do fundo, respectivamente, afirmaram que o valor da locação venceu em 1º de julho, mas permanece em aberto.

A inadimplência representa um impacto negativo estimado de aproximadamente R$ 0,47 por cota na receita do SPTW11. Apesar do atraso, a gestão optou por manter a distribuição de rendimentos de junho em R$ 0,45 por papel, usando a reserva de lucros acumulados, que somava R$ 0,71 por cota no período.

Petrobras (PETR4) aprova R$ 17,4 bilhões em dividendos

A Petrobras informou que seu conselho de administração aprovou o pagamento de R$ 17,4 bilhões em remuneração aos acionistas, como antecipação dos proventos relativos a 2026. O valor corresponde a R$ 1,35 por ação, considerando ordinárias e preferenciais.

Segundo a estatal, a distribuição segue a política de remuneração, que prevê o pagamento de 45% do fluxo de caixa livre quando o endividamento estiver dentro do limite definido no plano estratégico. Terão direito aos proventos os investidores com ações na B3 em 21 de agosto de 2026. Os papéis passam a ser negociados ex-direitos em 24 de agosto.

Bradesco (BBDC4) lucra R$ 7,1 bilhões no 2º trimestre

O Bradesco reportou lucro recorrente de R$ 7,1 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 16,2% ante o mesmo período de 2025. O número ficou pouco acima do consenso da Bloomberg, que aguardava R$ 6,9 bi. Foi o décimo trimestre seguido de aumento do lucro líquido e da rentabilidade.

Após resultados do Santander, o mercado ligou o alerta para risco de crédito. Como atuam em carteiras parecidas, havia o temor de que o Bradesco também sofresse piora. Mas o resultado veio positivo.

Planner atualiza carteira de dividendos para agosto

A Planner atualizou a carteira recomendada de dividendos para agosto, retirando Bradesco (BBDC4), CSU Digital (CSUD3) e Santander Brasil (SANB11). No lugar, entram BB Seguridade (BBSE3), Telefônica Brasil (VIVT3) e Vale (VALE3). Completam o portfólio Caixa Seguridade (CXSE3) e Taesa (TAEE11).

A equipe destaca que o conselho da Caixa Seguridade aprovou dividendos intercalares de R$ 1,05 bilhão (R$ 0,35 por ação), equivalente a 91,9% do lucro do primeiro trimestre, que alcançou R$ 1,14 bilhão.

Perguntas Frequentes

O que é recuperação judicial?

É um mecanismo legal que permite a uma empresa ou grupo em dificuldades financeiras renegociar dívidas com credores, sob supervisão da Justiça, para evitar a falência.

Como o calote no aluguel afeta o FII SPTW11?

A inadimplência reduz a receita do fundo, com impacto estimado de R$ 0,47 por cota. A gestão usou reservas para manter os rendimentos em R$ 0,45 por papel.

Quem tem direito aos dividendos da Petrobras?

Investidores com ações na B3 em 21 de agosto de 2026. Os papéis passam a ser negociados ex-direitos em 24 de agosto.

O que muda na carteira da Planner em agosto?

Saem Bradesco, CSU Digital e Santander. Entram BB Seguridade, Telefônica Brasil e Vale, mantendo Caixa Seguridade e Taesa.

Qual foi o lucro do Bradesco no 2º trimestre?

O lucro recorrente foi de R$ 7,1 bilhões, alta de 16,2% ante o mesmo período de 2025.

recuperação judicial: entenda como funciona o processo fundos imobiliários: como avaliar risco de calote dividendos: como receber proventos da Petrobras

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