# Plataforma P-52 da Petrobras está fechada há nove meses

> A plataforma P-52 da Petrobras está parada há nove meses devido a um vazamento de gás inflamável. A expectativa é que a retomada das operações não ocorra antes de 2026.

*Mercado Valor · Credito e Dividas · 26 de julho de 2026 · Caetano Vidal*

## Plataforma P-52 da Petrobras está fechada há nove meses - e pode não voltar em 2026

A plataforma P-52 da Petrobras (PETR3; PETR4) permanece paralisada há nove meses devido a um vazamento de gás inflamável. Atualmente, não existe um cronograma definido para a retomada das operações, conforme informado pela própria empresa.

Um grupo de trabalho, que inclui especialistas do centro de pesquisa da Petrobras, o Cenpes, tem até outubro para concluir sua avaliação das opções para retomar as operações. A diretora executiva de engenharia, tecnologia e inovação da Petrobras, Renata Baruzzi, mencionou em entrevista na quinta-feira que ainda não é possível afirmar se a plataforma voltará a produzir este ano.

A paralisação ocorreu em outubro do ano passado, após suspeitas de que um vazamento tenha sido causado por uma ruptura em um riser de gas-lift, a tubulação responsável pelo transporte de gás entre a plataforma e os equipamentos submarinos. Uma inspeção realizada pela estatal nos outros risers da plataforma revelou degradação semelhante em um desses componentes.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que regula o setor petrolífero no Brasil, determinou à Petrobras em dezembro que não retome as operações até que uma investigação sobre a falha tenha sido concluída, que medidas corretivas sejam implementadas e que a empresa comprove a eliminação de riscos críticos à segurança operacional.

A ANP ressaltou que "a Petrobras ainda não apresentou à ANP a comprovação de atendimento destas condicionantes e a plataforma segue interditada", conforme resposta à Bloomberg.

## Impactos da paralisação

A P-52 é uma das quatro plataformas que operam no campo de Roncador, onde a Petrobras detém 75% de participação, e a Equinor ASA, o restante. Este campo está situado na Bacia de Campos, uma região onde a produção de petróleo atingiu seu pico em 2011 e começou a declinar desde então. A Petrobras está buscando revitalizar os campos mais antigos da bacia, com um plano de investimentos de US$ 19 bilhões, delineado em seu plano estratégico para 2026-2030.

Localizada na costa do estado do Rio de Janeiro e se estendendo até o sul do Espírito Santo, a Bacia de Campos tornou a Petrobras uma importante produtora offshore no final do século XX. A plataforma P-52 iniciou suas operações em 2007, com uma capacidade projetada de 180 mil barris de petróleo por dia. Contudo, segundo Baruzzi, a P-52 vinha produzindo cerca de 35 mil barris por dia, bem abaixo de sua capacidade. Ela ainda destacou que nenhuma das plataformas da Bacia de Campos está operando atualmente em plena capacidade.

A continuidade dessa situação pode ter implicações significativas para a produção de petróleo no Brasil, especialmente em um cenário onde a Petrobras busca aumentar sua capacidade produtiva. A falta de um cronograma de retorno e a indefinição sobre a resolução dos problemas técnicos levantam dúvidas sobre a recuperação da produção em um futuro próximo. À medida que a indústria enfrenta desafios operacionais e de segurança, a expectativa é que a ANP continue a monitorar de perto a situação da P-52 e a implementação das medidas necessárias para garantir a segurança operacional e a viabilidade do campo de Roncador.

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/credito-e-dividas/plataforma-p-52-petrobras-esta-fechada-faz-nove-meses-8211-pode-nao-voltar-2026/
