Credito e Dividas

Dívida da CSN: novo CEO aposta em venda de 2 ativos

ResumoA CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) avalia a venda de dois ativos não especificados para reduzir a dívida de R$ 42,1 bilhões, sob a gestão do novo CEO Fabio Schwartzman. A estratégia busca gerar caixa e alavancar a companhia. A medida pode impactar o fluxo de caixa futuro e a percepção de risco do investidor.

Novo CEO da CSN, Fabio Schwartzman, avalia vender dois ativos para reduzir a dívida de R$ 42,1 bilhões. Saiba quais são e o que isso significa para o investidor.

Rubens Athayde
Rubens Athayde Economista de mercado · 07 de setembro de 2026
Dívida da CSN: novo CEO aposta em venda de 2 ativos

A CSN (CSNA3) pode decidir nos próximos dias sobre a venda de dois ativos estratégicos, já sob o comando do novo CEO, Fabio Schwartzman. A informação é da coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo. O movimento ocorre em um momento em que a companhia busca reduzir sua dívida líquida, que encerrou o segundo trimestre de 2026 em R$ 42,1 bilhões, com alavancagem de 3,49 vezes.

A primeira negociação no radar é a venda da CSN Cimentos. A chinesa Huaxin avançou como favorita, após concluir a formação de um consórcio de bancos internacionais para financiar uma potencial aquisição de R$ 11 bilhões. Votorantim e a italiana Cementir seguem na disputa. A segunda decisão pendente envolve a venda de ativos siderúrgicos da CSN na Alemanha, o que pode resultar em um ganho de R$ 1,5 bilhão.

O mercado recebeu bem a entrada de Schwartzman no grupo de Benjamin Steinbruch, com a leitura de que o novo CEO pode contribuir para a desalavancagem da CSN. Na avaliação do BTG Pactual, a troca foi inesperada, mas bem-vinda. O banco destacou que Schwartzman é um executivo respeitado, com experiência em empresas como Vale, Klabin e Ultrapar, e que entende o que precisa ser feito para reconstruir a confiança dos investidores.

Para o BTG, a mudança deve trazer mais clareza à estrutura de liderança e ao planejamento de sucessão, temas que vêm fazendo parte do debate entre investidores. A expectativa é de maior ênfase em desalavancagem, alocação de capital e venda de ativos. Para quem acompanha a ação, a sinalização é de um ciclo de ajuste que pode trazer mais previsibilidade à tese de investimento da companhia.

Leia também

Publicidade