# Motta afirma que acordo sobre dívidas rurais foi o melhor para o país

> O presidente do Senado, Rodrigo Motta, declarou que o acordo sobre dívidas rurais representa a melhor solução para o país. A afirmação ocorre no contexto de negociações para renegociação de passivos do setor agropecuário, que totalizam bilhões de reais.

*Mercado Valor · Credito e Dividas · 15 de julho de 2026 · Rubens Athayde*

O presidente do Senado, Rodrigo Motta, afirmou que o acordo sobre dívidas rurais foi o melhor para o país. A declaração ocorre em meio a debates sobre a renegociação de passivos do setor agropecuário, que somam bilhões de reais.

## Motta afirma que acordo sobre dívidas rurais foi o melhor para o país

O presidente do Senado, Rodrigo Motta, afirmou que o acordo sobre dívidas rurais "foi o melhor para o país". A declaração, feita em entrevista coletiva, defende a renegociação como medida necessária para aliviar o endividamento do setor agropecuário, que enfrenta dificuldades financeiras. Segundo Motta, o acordo beneficia tanto produtores quanto o sistema financeiro.

O acordo sobre dívidas rurais, em discussão no Congresso, prevê descontos e prazos estendidos para pagamento de passivos de produtores rurais. A proposta visa reduzir a inadimplência no setor, que afeta bancos e cooperativas de crédito. Dados do Banco Central indicam que as dívidas rurais somam cerca de R$ 400 bilhões, com taxa de inadimplência de 3,5%.

## A declaração de Rodrigo Motta

Rodrigo Motta, presidente do Senado, afirmou que o acordo sobre dívidas rurais foi o melhor para o país, destacando a importância de evitar execuções em massa de propriedades rurais. "O acordo é bom para o produtor, para o banco e para o país", disse Motta, em referência à proposta que tramita no Congresso.

A declaração ocorre em meio a críticas de setores que consideram o acordo benéfico apenas para grandes produtores. Motta rebateu, afirmando que a renegociação inclui pequenos e médios produtores, com condições diferenciadas.

## Detalhes do acordo sobre dívidas rurais

O acordo sobre dívidas rurais prevê:

- Descontos de até 40% sobre o valor total da dívida, dependendo do perfil do produtor.
- Prazos de pagamento estendidos para até 15 anos, com carência de 2 anos.
- Redução de juros para 6% ao ano, abaixo da taxa Selic, que está em 9,75% (Banco Central, mai/2026).
- Inclusão de dívidas contraídas até 2024, abrangendo operações de custeio e investimento.

A proposta abrange cerca de 1,2 milhão de contratos, segundo dados do Ministério da Agricultura. A adesão é voluntária e depende de análise de crédito.

## Impactos econômicos do acordo

O acordo sobre dívidas rurais deve injetar liquidez no setor agropecuário, que responde por 25% do PIB brasileiro (IBGE, 2025). A renegociação reduz a pressão sobre o fluxo de caixa dos produtores, permitindo novos investimentos.

Por outro lado, o acordo implica custos para o sistema financeiro, que terá que provisionar perdas com os descontos. Segundo o Banco Central, os bancos têm capital suficiente para absorver essas perdas, estimadas em R$ 15 bilhões.

## Críticas e defesas ao acordo

Setores da oposição criticam o acordo, argumentando que ele beneficia grandes grupos agropecuários em detrimento de pequenos produtores. Motta defendeu que o acordo é equilibrado, com condições especiais para produtores com menor capacidade de pagamento.

Especialistas em direito agrário apontam que o acordo pode gerar litígios, caso produtores inadimplentes não cumpram os novos prazos. No entanto, a maioria das entidades do setor apoia a proposta.

## Perguntas Frequentes

### O acordo sobre dívidas rurais é obrigatório?

Não, a adesão é voluntária. Produtores podem optar por renegociar ou manter as condições originais.

### Quem pode aderir ao acordo?

Produtores rurais, pessoas físicas ou jurídicas, com dívidas contraídas até 2024, desde que não estejam em recuperação judicial.

### O acordo cobre dívidas de todos os bancos?

Sim, abrange operações de crédito rural de bancos públicos e privados, além de cooperativas de crédito.

### Qual o prazo para aderir ao acordo?

A adesão deve ser feita até 31 de dezembro de 2026, conforme proposta em tramitação no Congresso.

### O acordo afeta o crédito rural futuro?

Não, o acordo não altera as regras para novas operações de crédito rural, que seguem as normas do Banco Central.

Entenda a renegociação de dívidas rurais Impactos do acordo no setor agropecuário

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/credito-e-dividas/motta-afirma-acordo-sobre-dividas-rurais-8216foi-melhor-pais8217/
