Credito e Dividas

Investidor conservador vê risco aumentar; veja recomendações

A volatilidade no mercado de ações cresce com a nova tarifa dos EUA e a incerteza fiscal no Brasil. Carlos Lebelen, da Libra Investimentos, alerta que o investidor conservador pode estar mais exposto ao risco. Descubra as recomendações e estratégias para navegar esse cenário.

Otávio Bandeira
Otávio Bandeira Analista de mercado de capitais · 24 de julho de 2026
Investidor conservador vê risco aumentar; veja recomendações

Investidor conservador vê risco aumentar, diz especialista; veja recomendações

A nova tarifa de 12,5% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e a escalada dos conflitos no Oriente Médio aumentam a volatilidade do mercado, sobretudo no segmento de ações. Essa situação levanta preocupações para os investidores, especialmente os conservadores.

Carlos Lebelen, sócio da Libra Investimentos, destaca que a principal preocupação no Brasil continua a ser o quadro fiscal. Paradoxalmente, essa situação pode tornar o investidor conservador mais exposto ao risco. Em uma entrevista ao programa Giro do Mercado, do Money Times no YouTube, ele explicou como as recentes iniciativas do governo na área fiscal aumentam as dúvidas acerca das contas públicas.

Aumento da Incerteza Fiscal

Lebelen argumenta que, com as incertezas fiscais, fica mais difícil para o mercado perceber a disciplina fiscal de forma clara, especialmente em um ano eleitoral. Ele aponta que essa falta de clareza configura um risco significativo para o investidor conservador, que frequentemente concentra sua carteira em renda fixa. Essa estratégia pode expô-lo à dívida pública e ao crédito privado.

O especialista afirma que o Banco Central se encontra em um dilema: por um lado, precisa lidar com a pressão inflacionária e as expectativas de um quadro fiscal menos rígido; por outro, a economia brasileira enfrenta um limite para conviver com juros elevados.

Expectativas de Corte de Juros

Apesar dessa tensão, Lebelen acredita que cortes discretos de juros devem continuar. Contudo, ele ressalta que esses cortes só se tornarão consistentes se o mercado perceber maior conservadorismo e disciplina fiscal por parte do governo. O futuro político e as decisões do próximo governo serão determinantes nesse processo.

Estratégias de Investimento

Ao discutir estratégias de investimento, Lebelen aconselha os clientes a construir um portfólio resiliente enquanto a incerteza persistir. Na renda fixa, ele sugere manter uma posição mais curta e líquida, com foco em pós-fixados de curto prazo e caixa, especialmente diante do atual endividamento global.

Foco em Commodities

Em relação a commodities, o especialista aposta em metais, observando que bancos centrais estão aumentando suas compras de metais em detrimento de títulos americanos. Para Lebelen, o ouro é um instrumento eficaz de preservação do poder de compra e pode ser uma fonte de oportunidade em tempos incertos.

Oportunidades em Ações

Quanto às ações, apesar do receio de crise, ele vê oportunidades e prefere ações em vez de dívidas, desde que a seleção seja feita em setores que considera resilientes. Exemplos citados incluem empresas como Petrobras, Vale, Suzano e também o setor bancário.

Conclusão

Em suma, o investidor conservador deve estar ciente dos riscos crescentes no cenário atual, que incluem tanto as novas tarifas impostas pelos EUA quanto a precariedade do quadro fiscal brasileiro. A construção de um portfólio resiliente e a consideração de alternativas em commodities, como o ouro, são passos importantes para mitigar esses riscos. Além disso, a escolha cuidadosa de ações em setores resilientes pode oferecer oportunidades mesmo em meio à volatilidade do mercado.

Perguntas Frequentes

1. O que está causando o aumento da volatilidade no mercado?

A volatilidade no mercado está sendo impulsionada pela nova tarifa de 12,5% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e pela escalada dos conflitos no Oriente Médio.

2. Como a situação fiscal do Brasil afeta os investidores conservadores?

A situação fiscal do Brasil aumenta as dúvidas sobre as contas públicas, tornando o investidor conservador mais exposto ao risco, especialmente ao concentrar a carteira em renda fixa.

3. Quais são as recomendações de investimento dadas por Carlos Lebelen?

Carlos Lebelen recomenda a construção de um portfólio resiliente, focando em renda fixa com posições curtas e líquidas, além de considerar investimentos em commodities como metais e ações em setores resilientes como Petrobras e Vale.

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