Credito e Dividas

Inadimplência no Brasil sobe a 6,4% em julho, maior nível da série

ResumoA inadimplência no crédito livre no Brasil atingiu 6,4% em julho, o maior patamar da série histórica do Banco Central desde 2011. As concessões de crédito recuaram 1,6% no período, enquanto os juros médios caíram para 47,7% ao ano, conforme dados oficiais.

A inadimplência no crédito livre subiu a 6,4% em julho, maior nível da série histórica do BC desde 2011. Concessões recuaram 1,6% e juros caíram a 47,7% ao ano.

Caetano Vidal
Caetano Vidal Analista de criptoativos · 28 de agosto de 2026
Inadimplência no Brasil sobe a 6,4% em julho, maior nível da série

A inadimplência no segmento de recursos livres subiu a 6,4% em julho, contra 6,0% em junho, e atingiu o maior nível da série histórica iniciada em março de 2011, informou o Banco Central nesta sexta-feira. O avanço de 0,4 ponto percentual em um mês pressiona o orçamento de quem já enfrenta dificuldades para pagar contas.

No mês, as concessões de empréstimos no Brasil recuaram 1,6% na comparação com o mês anterior, enquanto o estoque total de crédito subiu 0,3%, a R$ 7,372 trilhões. O movimento indica cautela tanto de bancos quanto de tomadores: menos crédito novo, mas dívidas antigas seguem pesando.

As concessões com recursos livres, nas quais as condições são livremente negociadas entre bancos e clientes, caíram 1,9% em relação a junho. Já as operações com recursos direcionados, que seguem parâmetros do governo, tiveram alta de 1,0% no período.

Os juros cobrados no crédito livre ficaram em 47,7% ao ano, recuo de 2,0 pontos percentuais ante junho. Nos recursos direcionados, a taxa caiu 0,1 ponto, a 12,1% ao ano. Apesar da queda, o custo do crédito livre segue elevado para padrões históricos.

O spread bancário, diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa final ao cliente, caiu para 33,8 pontos percentuais nos recursos livres, contra 35,7 pontos no mês anterior. A redução de 1,9 ponto sugere leve alívio na intermediação financeira, mas o patamar ainda é alto.

Para o consumidor, o cenário combina inadimplência recorde com juros ainda pressionados, especialmente no crédito livre. A queda nas concessões pode sinalizar maior seletividade dos bancos, o que tende a dificultar a obtenção de novos empréstimos nos próximos meses. como renegociar dívidas com juros altos

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