TSE: Canal 'Exército do Lula' fora do ar por 48h
O canal de WhatsApp "Exército do Lula" foi suspenso na noite de terça-feira (13) por ordem do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques. A ferramenta, que reúne aproximadamente 4 milhões de inscritos e distribui conteúdos a apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), só poderá retomar suas atividades após um período de 48 horas e com o registro formal de seu endereço eletrônico na Corte.
A decisão atende a uma ação movida pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno de 25 de outubro, que questionava a legalidade da plataforma. A campanha de Bolsonaro solicitou que a retomada da operação dependesse da identificação clara do responsável pela propaganda aos eleitores.
Esta é a terceira decisão judicial sobre o canal em poucos dias. No domingo (11), o ministro Kassio Nunes Marques já havia determinado a suspensão completa do canal, a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro. Na ocasião, o ministro argumentou que o canal transmitia conteúdos considerados inverídicos pelo TSE para milhões de pessoas sob um comando único.
Horas depois, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, relator de outra ação sobre o mesmo canal, restabeleceu seu funcionamento, considerando as provas apresentadas pela campanha do PL insuficientes. O caso foi encaminhado ao plenário da Corte.
Na sequência, o presidente do TSE reverteu a decisão do corregedor, impondo a condição de registro formal do endereço eletrônico para a volta da operação. A defesa da campanha de Lula informou ter realizado o registro para cumprir a determinação, mas ressaltou que isso não implica assumir a administração do canal nem reconhecer sua integração à propaganda oficial da candidatura. A defesa atribuiu a criação da ferramenta a André Janones (Rede-MG), coordenador do canal, e sustentou que o veículo não está sob supervisão direta da campanha.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o deputado André Janones contestou a decisão, classificando o episódio como um marco na história da política brasileira e na defesa da democracia.