Credito e Dividas

Dívida Bruta do Brasil: 82,93% do PIB em Setembro

A dívida bruta do Brasil alcançou 82,93% do Produto Interno Bruto (PIB) em setembro, superando o índice de agosto e marcando o maior nível em mais de cinco anos. Os dados foram divulgados pelo Banco Central.

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 29 de outubro de 2026
Dívida Bruta do Brasil: 82,93% do PIB em Setembro

A dívida bruta do Brasil atingiu 82,93% do Produto Interno Bruto (PIB) em setembro, um ligeiro aumento em comparação aos 82,87% registrados em agosto. Este patamar representa o maior nível em mais de cinco anos, conforme dados divulgados pelo Banco Central. O indicador é o mais alto desde março de 2021, quando a dívida era de 85,10% do PIB, período marcado por expressivos desembolsos governamentais no combate à pandemia de Covid-19.

A elevação da dívida bruta em setembro é atribuída à pressão dos gastos com juros sobre o endividamento. Por outro lado, o crescimento da atividade econômica e um resgate líquido de títulos pelo Tesouro Nacional atuaram como fatores compensatórios, mitigando uma deterioração maior do cenário fiscal.

Em paralelo, a dívida líquida do setor público fechou setembro em 70,0% do PIB, ante 69,3% no mês anterior. No mesmo período, o setor público registrou um déficit primário de R$ 5,5 bilhões, um resultado inferior ao superávit de R$ 0,5 bilhão que era projetado por economistas.

Os dados detalhados do Banco Central indicam que o governo central obteve um superávit de R$ 3,469 bilhões. Contudo, Estados e municípios apresentaram um déficit primário consolidado de R$ 5,573 bilhões, e as estatais somaram um saldo negativo de R$ 3,393 bilhões, evidenciando a heterogeneidade fiscal entre os entes federativos.

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