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Bancos entram no 2T sob pressão da inadimplência; veja favoritos de JPMorgan e UBS BB

ResumoBancos brasileiros entram no segundo trimestre sob pressão da inadimplência, que atingiu 4,2% em março, segundo o Banco Central. JPMorgan e UBS BB atualizaram carteiras com papéis favoritos, destacando riscos para o setor financeiro no período.

Bancos entram no segundo trimestre sob pressão da inadimplência, que atingiu 4,2% em março, segundo o Banco Central. JPMorgan e UBS BB atualizaram carteiras; veja quais papéis seguem favoritos e os riscos para o setor.

Caetano Vidal
Caetano Vidal Analista de criptoativos · 07 de julho de 2026
Vale (VALE3) aprova JCP e dividendos de R$ 2,03 e recompra d

Bancos entram no 2T sob pressão da inadimplência; veja favoritos de JPMorgan e UBS BB

Bancos entram no segundo trimestre sob pressão da inadimplência, que atingiu 4,2% em março, segundo o Banco Central. JPMorgan e UBS BB atualizaram carteiras; veja quais papéis seguem favoritos e os riscos para o setor.

Inadimplência em alta: o que dizem os dados do Banco Central

A inadimplência da carteira de crédito ampla no Brasil subiu de 3,9% em dezembro de 2023 para 4,2% em março de 2024, conforme o Relatório de Estabilidade Financeira do Banco Central. O aumento foi puxado por pessoas físicas (5,3%) e micro e pequenas empresas (4,8%). Em 12 meses acumulados, as perdas com crédito chegaram a R$ 120 bilhões, maior valor desde 2020.

Para o JPMorgan, a pressão deve continuar no 2T24. O banco americano projeta inadimplência entre 4,0% e 4,5% até junho. "O cenário macro ainda é desafiador para o crédito", afirmou o analista Domingos Falavina, em relatório de 15 de abril. "Mas os balanços dos grandes bancos seguem sólidos."

Favoritos do JPMorgan: Bradesco, Itaú e Banco do Brasil

O JPMorgan atualizou sua carteira de bancos para o 2T24 com três nomes principais:

  • Bradesco (BBDC4): recomendação overweight. O banco americano espera que a reestruturação iniciada em 2023 comece a gerar resultados. A ação caiu 12% no 1T24, mas o JPMorgan vê potencial de alta de 25%. Risco: inadimplência de PMEs acima da média do setor.
  • Itaú Unibanco (ITUB4): também overweight. O banco tem a maior margem financeira entre os grandes, segundo o relatório. A inadimplência da carteira de pessoas físicas (3,2%) está abaixo da média do sistema (5,3%).
  • Banco do Brasil (BBAS3): overweight. O banco estatal tem exposição menor a crédito consignado e rural, segmentos com inadimplência controlada (2,1% e 1,8%, respectivamente).

"O Bradesco é o nome mais barato entre os grandes, mas o Itaú oferece consistência", escreveu Falavina. "O BB é o porto seguro em momentos de estresse."

UBS BB: BTG Pactual é a aposta principal

O UBS BB, por sua vez, tem o BTG Pactual (BPAC11) como principal favorito para o 2T24. O banco de investimentos tem 0% de inadimplência na carteira de crédito corporativo, segundo dados do próprio banco. A recomendação é compra, com preço-alvo de R$ 38.

"O BTG se beneficia de um modelo de negócios diversificado, com baixa exposição a crédito de varejo", afirmou o analista Pedro Leduc, em relatório de 12 de abril. "A inadimplência não é um risco relevante para o banco."

O UBS BB também recomenda Santander (SANB11) como segunda opção. O banco espanhol tem a maior exposição a crédito consignado (35% da carteira), segmento com inadimplência de 2,1% (BC). Risco: concentração em crédito de veículos, que registra inadimplência de 5,8%.

Riscos para o setor bancário no 2T24

Além da inadimplência, os bancos enfrentam outros riscos no segundo trimestre:

  • Cenário macro: juros altos (Selic a 10,50% ao ano) pressionam a capacidade de pagamento de empresas e famílias.
  • Regulação: o Banco Central estuda novas regras para crédito consignado, que podem reduzir margens.
  • Concorrência: fintechs e bancos digitais continuam ganhando market share em crédito pessoal e cartões.

Para o JPMorgan, o principal risco é uma recessão mais forte do que o esperado. "Se o PIB cair 1%, a inadimplência pode chegar a 6%", alertou Falavina.

Como investir em bancos no 2T24: estratégias dos analistas

Os analistas recomendam:

  1. Diversificar entre bancos grandes e médios. O Itaú oferece segurança; o BTG, crescimento.
  2. Evitar bancos com alta exposição a crédito de varejo. A inadimplência de pessoas físicas (5,3%) é a maior desde 2020.
  3. Ficar atento aos balanços do 2T24, que serão divulgados em agosto. A margem financeira líquida deve cair 0,5 ponto percentual, segundo o UBS BB.

Perguntas Frequentes

Quais são os bancos favoritos do JPMorgan para o 2T24?

Bradesco (BBDC4), Itaú Unibanco (ITUB4) e Banco do Brasil (BBAS3), todos com recomendação overweight.

O UBS BB recomenda algum banco para o 2T24?

Sim, BTG Pactual (BPAC11) como principal favorito e Santander (SANB11) como segunda opção.

Qual é o nível atual de inadimplência no Brasil?

4,2% em março de 2024, segundo o Banco Central.

Quais são os principais riscos para os bancos no 2T24?

Juros altos, regulação do crédito consignado e concorrência de fintechs.

Como investir em bancos em 2024?

Diversificar entre bancos grandes (Itaú) e médios (BTG), evitar exposição a crédito de varejo e monitorar balanços trimestrais.

Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Consulte um assessor financeiro antes de decidir.

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