# CSN (CSNA3): Steinbruch sai após 24 anos; veja quem entra

> A CSN (CSNA3) anunciou a saída de Benjamin Steinbruch do cargo de CEO após 24 anos, com Fabio Schvartsman assumindo a posição. A transição ocorre durante o plano de redução de dívida da companhia, que prevê a venda de ativos. A mudança de liderança marca nova fase na gestão da siderúrgica.

*Mercado Valor · Credito e Dividas · 03 de setembro de 2026 · Bianca Solano*

A CSN (CSNA3) terá novo CEO após 24 anos: Benjamin Steinbruch deixa o cargo e Fabio Schvartsman assume. A troca ocorre em meio ao plano de redução de dívida, com venda de ativos na mira.

A CSN (CSNA3) terá uma troca de comando após 24 anos. Benjamin Steinbruch deixa a cadeira de CEO, e Fabio Schvartsman foi eleito para o cargo, conforme documento enviado ao mercado nesta quarta-feira (2).

Quem entra: Schvartsman é nome conhecido do setor de mineração. Ele presidiu a Vale (VALE3) entre 2017 e 2019, deixando o cargo naquele ano após o rompimento da barragem de Brumadinho (MG). Engenheiro de produção pela Poli-USP, o executivo também passou pela presidência da Klabin (KLBN11) e acumula mais de quatro décadas em grandes empresas brasileiras, com passagens por Duratex, Grupo Ultra, Telemar e San Antonio Internacional.

Steinbruch, por sua vez, não se afasta totalmente. Ele foi eleito presidente do conselho de administração da companhia. O executivo assumiu o comando da empresa ainda na esteira das privatizações dos anos 1990 e conduziu o crescimento nos setores de siderurgia, mineração e infraestrutura.

A mudança ocorre em um momento de reestruturação financeira. A CSN busca diminuir suas dívidas, e a missão de Schvartsman é clara. "Vem com a missão de desalavancar a CSN, dentro do que for possível", disse Steinbruch ao NeoFeed. "Para que a gente consiga ter uma redução da dívida de forma significativa, para continuar nosso trabalho, e não pagando essa carga de juros absurda e desnecessária."

O primeiro passo desse plano é a venda de uma fatia da CSN Cimentos. Segundo a Coluna do Broadcast, Steinbruch escolherá nesta semana quem terá exclusividade na compra do braço de cimentos. A disputa envolve a chinesa Huaxin e o Grupo Votorantim, em conjunto com a italiana Cimentir. Steinbruch mirava até R$ 15 bilhões, mas o negócio é avaliado em cerca de R$ 12 bilhões.

O tamanho da operação tem relação direta com o passivo. A companhia encerrou o segundo trimestre de 2026 (2T26) com dívida líquida próxima de R$ 40,5 bilhões. Uma venda na faixa de R$ 10 bilhões a R$ 12 bilhões teria dimensão relevante frente a esse total.

A estratégia da gestão é continuar vendendo ativos. "Depois do cimento, vamos trabalhar em participações minoritárias na infraestrutura e energia, venda de unidades independentes no exterior, e depois trazer parceiro para siderurgia para avançar em inovação e tecnologia", afirmou Steinbruch ao NeoFeed.

impactos da troca de CEO para o investidor

A troca de comando coloca em perspectiva o desafio financeiro da CSN nos próximos meses. O mercado acompanha de perto os próximos passos da desalavancagem, com a venda de ativos como peça central da estratégia.

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Fonte (canonical): https://mercadovalor.com.br/credito-e-dividas/apos-24-anos-csn-csna3-tera-novo-ceo-saida-steinbruch-veja-quem-entra/
