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Abrir Empresa Individual: Guia Passo a Passo Atualizado

ResumoO Guia Passo a Passo para Abrir Empresa Individual no Brasil apresenta 7 etapas essenciais, iniciando pela consulta de viabilidade e finalizando com o registro na Junta Comercial. O processo formaliza o negócio de forma simples, com dicas para evitar erros comuns, como a escolha inadequada do CNAE ou a falta de documentação correta.

Abrir uma empresa individual é o caminho mais simples para formalizar seu negócio no Brasil. Neste guia passo a passo, você descobre os 7 passos essenciais, desde a consulta de viabilidade até o registro na Junta Comercial, com dicas para evitar erros comuns.

Bianca Solano
Bianca Solano Repórter de finanças pessoais · 10 de julho de 2026
Bradesco BBDC4: lucro sobe 16,2% no 2T26, a R$ 7,1 bi

Abrir uma empresa individual (EI) é a porta de entrada para quem quer empreender com segurança jurídica e separar as finanças pessoais das profissionais. Diferente do MEI, a EI não tem limite de faturamento anual e permite contratar até um funcionário, mas exige mais burocracia e responsabilidade ilimitada, ou seja, o patrimônio pessoal do empresário responde por dívidas da empresa. Neste guia, você vai aprender os 7 passos para abrir sua empresa individual, desde a consulta inicial até a emissão do CNPJ, com dicas práticas para evitar os erros mais comuns.

Passo 1: Consultar a viabilidade do negócio

Antes de qualquer providência, você precisa saber se o local onde pretende instalar a empresa permite a atividade escolhida. Acesse o site da Junta Comercial do seu estado e faça a Consulta Prévia de Viabilidade. Esse passo é gratuito e obrigatório. O sistema informa se o endereço está regular, se o zoneamento municipal aceita o tipo de negócio e se há restrições sanitárias ou ambientais.

Erro comum a evitar: Não adianta pular essa etapa. Muitos empreendedores já perderam tempo e dinheiro alugando um imóvel que depois se mostrou incompatível com a atividade. A consulta de viabilidade é a primeira barreira real, e a mais barata de superar.

Passo 2: Definir as atividades econômicas (CNAE)

Cada empresa precisa de uma ou mais classificações de atividade, chamadas de CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas). Você pode escolher até 10 CNAEs no cadastro, sendo uma principal e as demais secundárias. A escolha correta impacta tributos, licenças e até o enquadramento no Simples Nacional.

Dica prática: Consulte a tabela de CNAE no site da Receita Federal ou peça ajuda a um contador. Escolher o código errado pode gerar multas ou impedir o registro. Por exemplo, se você vende roupas, mas registra um CNAE de prestação de serviços, o sistema pode bloquear a emissão de notas fiscais.

Passo 3: Preparar a documentação pessoal

Você vai precisar de documentos seus (e, se houver, do cônjuge, caso o regime de bens exija anuência). A lista básica inclui:

  • RG e CPF (ou CNH, que já reúne ambos)
  • Comprovante de residência atualizado (conta de água, luz ou telefone)
  • Certidão de casamento, se aplicável (para comprovar regime de bens)
  • Título de eleitor e comprovante de quitação eleitoral
  • Comprovante de quitação militar (para homens entre 18 e 45 anos)

Erro comum a evitar: Não digitalize documentos com baixa resolução ou cortados. As Juntas Comerciais rejeitam imagens ilegíveis. Use scanner ou app de digitalização com qualidade mínima de 300 dpi.

Passo 4: Elaborar o contrato social ou requerimento de empresário

Na empresa individual, o documento principal é o Requerimento de Empresário, que substitui o contrato social de sociedades. Nele, você declara:

  • Nome empresarial (razão social + nome fantasia)
  • Endereço da sede
  • Objeto social (descrição das atividades)
  • Capital social (valor que você investe inicialmente)
  • Prazo de duração (indeterminado é o mais comum)

Dica prática: O capital social não precisa ser depositado em conta bancária, mas deve ser compatível com o porte do negócio. Se você declarar R$ 1.000,00 e depois precisar de um empréstimo, o banco pode questionar. Um valor realista (R$ 5.000 a R$ 20.000) transmite seriedade.

Passo 5: Registrar na Junta Comercial

Com os documentos prontos, vá até a Junta Comercial do seu estado (presencialmente ou pelo sistema online, como o Redesim). O registro é pago, as taxas variam de R$ 50 a R$ 300, dependendo do estado e do capital social. Após o pagamento, a Junta analisa a documentação e, se tudo estiver correto, emite o NIRE (Número de Identificação do Registro de Empresas).

Erro comum a evitar: Não confie apenas no prazo estimado. Algumas Juntas demoram até 15 dias úteis para liberar o NIRE. Enquanto isso, você não pode emitir notas fiscais. Planeje-se para não ficar sem faturamento.

Passo 6: Obter o CNPJ na Receita Federal

Com o NIRE em mãos, você faz o cadastro do CNPJ no site da Receita Federal (via Coleta de Dados do programa CNPJ). O sistema pede os dados do empresário, o NIRE e as atividades. A emissão é automática e gratuita. Em poucos minutos, você terá o número do CNPJ.

Dica prática: Escolha o regime tributário certo. A maioria das empresas individuais opta pelo Simples Nacional, que unifica oito tributos em uma guia mensal (DAS). Mas, se sua atividade for de alto valor agregado (como serviços de advocacia ou engenharia), o Lucro Presumido pode ser mais vantajoso. Consulte um contador antes de decidir.

Passo 7: Solicitar alvará de funcionamento e licenças

O último passo é a liberação municipal. Você precisa do Alvará de Funcionamento (emitido pela prefeitura) e, dependendo da atividade, de licenças específicas (sanitária, ambiental, do Corpo de Bombeiros). A emissão pode ser feita online, pelo sistema da prefeitura, ou presencialmente.

Erro comum a evitar: Não comece a operar sem o alvará. A fiscalização municipal pode multar e até interditarr o negócio. Além disso, sem alvará, você não consegue emitir notas fiscais para clientes que exigem documento fiscal.

Checklist rápido do que foi feito

  • [ ] Consulta de viabilidade aprovada
  • [ ] CNAEs definidos
  • [ ] Documentos pessoais digitalizados
  • [ ] Requerimento de empresário elaborado
  • [ ] Registro na Junta Comercial (NIRE)
  • [ ] CNPJ emitido pela Receita Federal
  • [ ] Alvará de funcionamento e licenças obtidos

Perguntas Frequentes sobre abrir empresa individual

Qual a diferença entre empresa individual e MEI?

O MEI (Microempreendedor Individual) é uma categoria simplificada da empresa individual, com faturamento limitado a R$ 81.000 por ano e sem direito a contratar funcionário. Já a empresa individual (EI) não tem limite de faturamento, pode ter um empregado e exige mais burocracia, como registro na Junta Comercial e contabilidade regular.

Preciso de contador para abrir empresa individual?

Não é obrigatório por lei, mas é altamente recomendado. Um contador ajuda a escolher o CNAE correto, o regime tributário ideal e evita erros que podem gerar multas. Além disso, a empresa individual precisa de contabilidade regular para entregar declarações fiscais.

Quanto custa para abrir uma empresa individual?

As taxas variam por estado, mas o custo total fica entre R$ 100 e R$ 500, incluindo registro na Junta Comercial, taxas de alvará e, se contratado, honorários de contador. O processo em si (consultas e cadastro no CNPJ) é gratuito nos sistemas públicos.

Posso abrir empresa individual sendo estrangeiro?

Sim, desde que o estrangeiro tenha CPF regular e comprovante de residência no Brasil. Estrangeiros com visto permanente ou temporário podem ser empresários individuais, mas precisam de autorização da Receita Federal e, em alguns casos, da Polícia Federal.

Quanto tempo leva para abrir empresa individual?

Com todos os documentos prontos, o processo leva de 5 a 15 dias úteis, dependendo da agilidade da Junta Comercial e da prefeitura. Em estados com sistema totalmente online (como São Paulo e Rio de Janeiro), é possível concluir em até 7 dias.

Empresa individual pode ter sócio?

Não. A empresa individual é unipessoal, pertence a uma única pessoa física. Se você quiser um sócio, o formato correto é a Sociedade Limitada (LTDA). Nesse caso, o processo de abertura é diferente e exige contrato social com dois ou mais sócios.

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